quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Está na chuva, NÃO é para se molhar!

Este ditado, na verdade sua afirmação, é comumente ouvido nos nossos dias, onde aquele que fala o diz em uma situação onde você já está envolvido em algum assunto, problema, jogo, brincadeira, ou seja, em alguma situação na qual você entra e agora tem que participar ou terminar aquilo que começou. Afinal, "tá" na chuva, é pra se molhar, pois ninguém que escolhe ficar do lado de fora enquanto está chovendo, sem proteção, quer ficar seco. Parece que com o pecado muitas vezes agimos desta maneira, já estamos aqui, chegamos até aqui, agora vamos terminá-lo. Achamos que já estamos tão envolvidos no pecado que podemos pensar, já que desobecemos a Deus, então vamos desobecer por completo. Bem, talvez apenas eu tenha pensado assim (talvez apenas eu seja pecador).

Em 1 Samuel 12.20 podemos ler: "Não temais; tendes cometido todo este mal; no entanto, não vos desvieis de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR de todo o vosso coração." O povo de Israel havia cometido aqui o pecado de pedir par si um rei, desprezando assim o Senhor como seu rei (v. 12), e os israelitas falam que este pecado fora acrescentado a todos os outros que já haviam cometido (v. 19). Nesta situação, de tanto pecado, e de tamanho pecado, qualquer um poderia se desqualificar para servir a Deus ou para ter comunhão com Deus, afinal, Deus odeia o pecado e este faz separação entre nós e o nosso Deus. Então, as pessoas preferem ficar no pecado do que se achegar a Deus, pois são por demais pecadoras e nós, quando estamos envolvidos com o pecado, pensamos: "já estou aqui, vou até o fim!", "estou na chuva é para me molhar!"

Mas o que Samuel fala vai bem contra isto. Ele confirma que o povo cometeu aquele pecado, todo este mal, mas, é claro, depois do arrependimento, isto não é uma desculpa para ficar longe de Deus, para não serví-LO, pelo contrário, ele diz, parafraseando: "vocês são pecadores, mas não é por isso que vocês tem que se afastar de Deus, não usem seus pecados como desculpa para se desviar mais do Senhor, pelo contrário, dediquem-se plenamente." Nós somos todos pecadores, e temos a natureza pecaminosa. Se nos deixarmos levar pelos nossos pecados, pelo quanto nós pecamos, iremos parar bem distantes de Deus. A nossa comunhão com ele nos é permitida através de Cristo porque Ele já pagou por todos estes pecados. Obviamente, devemos nos arrepender e voltar para Deus. E enquanto não desistirmos de seguir ao SENHOR, e buscarmos serví-LO com todo nosso coração, iremos parar bem distantes do pecado.

Então irmão, está na chuva, não é para se molhar! Pode ir tirando o seu cavalinho da chuva!

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Deus Invisível!

Ao estudarmos, com toda reverência e temor, a pessoa de Deus, podemos ver, dentro da sua natureza e dos Seus atributos de grandeza, Sua espiritualidade. Conforme nos mostra João 4. 24: "Deus é espírito...". Mas com essa passagem vemos a definição de que O Senhor, por ser espírito, não pode ser experimentado pelos cinco sentidos. Aqui eu vejo um problema.

Em 1 Tm 1. 17 nós vemos que realmente nosso Deus é invisível. Ele é espírito e também invisível. Mas, por isso, os homens não poderão se desculpar por não poderem ver a Deus, nem ter uma experiência com Ele, porque nós podemos sim prová-lO através dos nossos sentidos.

Todas as vezes que vemos Deus agindo através de uma situação difícil, que O ouvimos através de uma exortação de uma irmão, que falamos com Ele na certeza de que nos ouve, que sentimos na pele a tristeza pelo pecado, ou o calafrio ao sentirmos o Seu toque.

"Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória, pelo séculos dos séculos, amém!" 1 Tm 1. 17

terça-feira, 7 de abril de 2009

Os Escondidos!

Com escondidos eu quero me referir ao significado da palavra apócrifo. Os livros apócrifos hoje, somente estão contidos na Bíblia católica. Eles nunca foram aceitos anteriomente ao concílio de Trento(1546). Estes livros estão fazem parte do Antigo testamento católico. Mas na história, Josefo, grande historiador, comenta que os judeus somente aceitavam como inspirados ou sagrados 22 livros no AT, que são exatamente os 39 que temos hoje, exceto na coleção católica. A diferença entre os 22 e os 39 está na divisão. Os judeus dividiam em formas literárias diferentes das nossas, mas eram os mesmos livros.

Estes livros não são citados em nenhuma outra parte da Bíblia, nem por Cristo, nem pelos apóstolos. Os pais da igreja não os aceitaram como inspirados e o rejeitaram para o cânon, exceto Agostinho, porém ele reconheceu que estes livros não possuiam autoridade.

Não podemos hoje aceitar livros como esses e utlizá-los como inspirados por Deus. Temos toda a Bíblia que é coesa, e possui uma mensagem que é única: a ação de Deus para salvar os homens pecadores!
Amém!

Razão, Revelação e Inspiração

Hoje a razão questiona a revelação
Mas a razão com razão traz a questão:
Teria Deus com razão dado a revelação?
Mas poderia a razão ter razão sem revelação?
Deus se mostrou pela revelação
Para que a razão tivesse alguma razão
Pois jamais teria razão a razão
Se não fosse a revelação

Mas como a revelação tornou-se razão?
Foi através da inspiração
Deus deu orientação a razão
Para com exatidão escrever a revelação
Mas, mesmo com a divina direção
Ainda possuia razão a razão
E sim, escreveu tudo com exadidão
Para que não faltasse nada da revelação

A Matemática da Inspiração

Muito discutem sobre a inspiração, como ela foi dada, até que ponto vai, qual a sua extensão. Talvez, uma forma prática e matemática que possamos expressar a inspiração pode ser montada na seguinte equação:

Mateus 5.18 + (Gálatas 3.16 + João 8.58) + (João 5.46 +
2 Pedro 3.16) + 1 Timóteo 5.18 = 2 Timóteo 3.16


Separemos os termos e avaliemos cada um deles:

Mateus 5.18: O senhor Jesus mostra como é importante cada letra da lei (ou a Escritura (Bíblia) daquela época), até as suas partes menores.

Gálatas 3.16, João 8.58: Nessas duas passagens nós podemos ver a importância das palavras, ou o jogo de palavras. Na primeira, Paulo mostra como foi inspirado a palavra no singular (descendente) e a importância de ela estar no singular. Na segunda, Cristo parece cometer um erro gramatical, "...antes que Abraão existisse, EU SOU." Não deveria ser EU ERA. Não, pois ele mostrava ali sua divindade. Consequentemente a importancia da conjugação no presente.

João 5.46, 2 Pedro 3.16: Aqui vemos uma porção maior: livros. No primeiro verso, Jesus se refere a Moisés, ou seja, seus escritos, ou seus livros, como Escritura. No segundo verso, o apóstolo Pedro toma os escritos do apóstolo Paulo e os compara como Escritura.

1 Timóteo 5.18: Aqui vemos em um único verso a inspiração de uma passagem no AT e uma no NT, ou seja, os testamentos. Paulo diz que todas as duas são Escritura.

2 Timóteo 3.16: E, o final, toda a Escritura é inspirada por Deus.

Podemos ver a progressão que a própria Bíblia nos mostra sobre sua autoridade divina.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Afeições Religiosas

Baseado nas palestras sobre o livro "Religious Affections" de Jonathan Edwards.

Para falar sobre afeições, temos primeiro que esquecer o nosso atual conceito de afeições. Com afeições religiosas Edwards quer falar sobre "os execícios mais vigorosos e evidentes da inclinação e vontade da alma". Edwards baseia toda sua tese no texto de 1 Pedro 1:8 "...A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo, agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, ...". Mas o que vem a ser estas afeições? O que ele quer dizer é que o crente maduro, deve ter afeições santas. Essas afeições são aquelas provocadas pelo zelo por Deus. São estas afeições que faz com que os verdadeiros cristão amem mais a Deus do que o pecado, amem a Deus e odeiem o pecado. Para resumir a idéia em comparação com o texto bíblico escolhido por Edwards, vale deixar uma frase colocada pelo palestrante, Dr. Craig Muri: "O cristão ama o Deus que não vê e se regozija com a promessa que não recebeu."

Um aspecto interessante da obra Religious affections é parte onde Edwards fala sobre os indícios de um verdadeiro cristianismo. Ele nos mostra doze indícios falsos e doze verdadeiros. Quero ressaltar o fato de que, os indícios falsos são os que são mais visto nas pessoas hoje e que, eles também podem ser indícios verdadeiros de uma verdadeira religião. Indícios tais como: o fervor na adoração, muitos verso bíblicos na memória, um zelo aparente por Deus, falar bem sobre coisas espirituais, tudo isso nós podemos ver em pessoas espirituais, mas nem sempre estas coisas são indícios de verdadeiro cristianismo ou que temos afeições religiosas. Mas muitas vezes é como nós mais julgamos ou rotulamos as pessoas de crentes ou não crentes. Mas algo interessante que é colocado por Edwards e que foi muito salientado pelo Pr. Craig é que, não importa o tempo que passemos com as pessoas, nunca poderemos realmente dizer se elas são ou não verdadeiros cristãos.

Que nossas afeições por Deus seja de tal forma, que possam ser consideradas santas, zelosas, aprovadas por Deus. Que possamos nos alegrar no Deus que não vemos e amá-lo com verdadeira afeição.

segunda-feira, 2 de março de 2009

A roda dos esclarecedores!

Blog exigido e estimulado pelo Pr. Andrew Comings, onde nós tentaremos debater e compartilhar o que temos aprendido nas aulas e também no dia a dia aqui no seminário.